// Histórias

Canela

“Pois na minha xícara de chá há canela
Pois no leite que eu tomo há canela”

Canela é um poema criado por Zé Eduardo Martin Roquetti e ilustrado por Leila Rangel da Silva.


Não goste desse poema. Pois na minha xícara de chá há canela Pois no leite que eu tomo há canela Não há cravo bem arrumado na lapela Não há cravo no peito: há canela  E eu que achava que era em minha boca que se escondia a fera que meu hálito tinha sabor de mártis que minha saliva tinha gosto de dor. Não. era só Canela.  E o desgosto em acordar com esse gosto nos lábios em perceber esse cheiro na alma esse gosto, esse cheiro - quem dera? antes só nas roupas tivesse impregnado esse veneno de canela.

Do autor:
Conheci o Balaio Branco através de amigos meus, gostei da idéia! Vou, antes de fuçar mais nesse cesto, deixar uma colaboração, feita em conjunto com a Leila Rangel da Silva. É uma poesia minha que a Leila ilustrou e deu cara nova. Ela achou que seria legal se enviássemos pro Balaio, sugeri que mandássemos tudo numa imagem só – e aí está! A poesia e a ilustração chamam-se ambas “Canela”; foram feitas, respectivamente, por Zé Eduardo Martin Roquetti e Leila Rangel da Silva. Espero que gostem! Abraço.

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