// Histórias

Cão

Um cão. É isso que eu sou, um cão. Ele manda, eu ataco. Ele manda, eu paro… Merda acontece. Mas o salário paga bem. Não é pela grana. O negócio todo é não precisar pensar. É confortável ter alguém pensando por você, alguém que toma as decisões.

Uma das histórias mais densas que apareceu por aqui! Vejam!


Se preferir, assista a Cão no Vimeo.

UPDATE: Acessibilidade: Veja Cão legendado!

Ficha técnica:

Texto, Música e Edição:
Rodrigo van Kampen

Fotografia:
Carol Dargel

Narração:
Thiago Scabello

Modelo:
Alex Pantoja

12 comentários

  • Cara, adorei a trilha sonora e a fotografia, que ficou maravilhosa. O texto também ficou muito bom, e os ruídos do áudio – não sei se foi intencional – deram um clima muito legal à narração.

    Ele tem diploma em jornalismo. Isso foi uma indireta? XD

  • nossa…puta trabalho lindo!
    parabéns pela densidade do texto
    parabéns pela sensibilidade das fotos
    parabéns pelo ritmo perfeito da narração

    excelente produção!

    super beijo aos tres

  • Com a divulgação do vídeo para amigos deu para ter algum feedback, e isso me gerou algumas reflexões… Porque em geral as pessoas têm um estranhamento ou consideram inesperado quando se fala do diploma de jornalismo. EU respondo que “é a crise”. E me responderam que não tem ninguém no mundo sem crise… Mas eu quero dizer que é a crise típica que estudantes têm com o curso de jornalismo (assim como imagino que aconteça em outros cursos que supostamente poderiam ser instrumentos para as ações mais dignas, mas cujo fim acaba sendo o meio através do qual o estudante se alinha ao “mercado” – ainda que essa não fosse a intenção inicial).

    “Qual o problema com o curso de jornalismo?”, as pessoas devem se perguntar. A questão que “pega” pra todo mundo é que acaba sendo meio vazio, sabe? Você cria a expectativa de estudar e se aprofundar em vários assuntos que são e sempre foram de seu interesse, mas aí descobre que tem que saber um pouco de tudo e isso não te deixa tempo nem espaço no disco rígido para saber nada.

    E então tudo se torna uma prostituição… uma corrida atrás do ouro: ter que se especializar, ter o perfil do mercado, ter um bom salário… a causa é todos quererem – e mais do que isso, precisarem – ganhar dinheiro. Então surge a reflexão: porque não ser um matador? É escolha, é prostituição, sempre é… e o salário paga bem. Entre não ter o futuro brilhante (ou mesmo o modesto) que idealizamos para nós mesmos e ter uma profissão “indigna”, não há um abismo, mas uma linha tênue.
    Afinal, quem não se lembra das sábias palavras de um professor do primeiro ano do curso: “Tem que se prostituir? Tem que se prostituir. Mas conscientemente.”

  • Nada como os amigos para comentarem bem, né? Péssimo trabalho. Sem identidade. Sem nada. Sem emoção. Horrível!

  • Bruno, qual o propósito de uma crítica destrutiva em uma produção amadora? Uma tentativa desesperada de auto-afirmação?

    Não sou contra críticas. Mas essa crítica unicamente destrutiva em um site que busca estimular as pessoas a produzirem obras sem nenhum propósito grandioso ou financeiro é a coisa mais idiota que eu já vi desde que abri o site.

    Nós fazemos histórias para dividir com os amigos. E nossos amigos gostam das histórias que produzimos. Não agradamos todo mundo. Não ganhamos prêmios. Não queremos isso, não somos profissionais. Queremos continuar produzindo histórias entre amigos. Comentários como o seu são um enorme desestímulo.

    Rodrigo van Kampen
    Editor do site Balaio Branco

  • Em pensar que eu tentei criticar a música antes de ver a obra por completo… huahuahuahua… Que tolice…

    Belo trabalho, está tudo muuito bom! Na verdade eu só tenho uma crítica e espero que ela seja construtiva e não destrutiva…

    Eu não conheço nada sobre narração, mas, percebi que, de vez em quando, falta algo nela. Em pequenos momentos parece que o narrador não sente ou realmente pensa tudo o que diz. Mas sei-lá, é um muito pessoal. Se o narrador ler meu comentário, ele pode tentar ouvir de novo sobre uma outra ótica.

    Bom, posso estar falando merda, então meu comentário acaba por aqui…

    Abraço a todos

  • ÓTIMO!!!
    tenho andado muito ocupado e sem tempo para entrar neste balaiobranco. Hoje resolvi dar uma passada por aqui, e fui recebido por uma agradavel surpresa, que diga-se de passagem não deveria ser agradavel visto tratar-se de um “CÃO” bravio. Como sou um visionário, tento ver o lado bom da vida, mas sei que este lado bom só acontece só ocorre na mente de deterninadas pessoas, a realidade nua e crua são CÃES e mais CÃES a solta neste “mundão de Deus”.
    PARABÉNS RODRIGO!!! muita capacidade para retratar uma realidade, que sei, pelo pouco que lhe conheço, totlmente diversa da paz que penso habita sua mente, mas, você não mente. Siga em Frente!!!

  • Desestímulo? De onde eu venho isso é um estímulo. Passar a mão na cabeça e dizer que a vida é linda não costuma ajudar. Mas tudo bem. Parabéns. O trabalho está ótimo, continuem assim.
    E digam NÃO à evolução. Ao upgrade!

  • Como ainda não sei se esse Bruno é meio devagar e não entendeu nada ou se ele só quer 1 real, vamos explicar melhor…

    Comentários são um espaço do blog que server de feedback (ou seja, retorno). Eles têm o propósito de elogiar, fazer críticas construtivas e contribuir para a melhoria dos projetos. Porém, entre pessoas civilizadas, existe um certo pré-requisitos para fazer comentários: boa educação, tratar com respeito os autores. Já diria Paulo Freire que não se faz uma denúncia sem um anúncio, o que quer dizer que sim, devemos apontar as falhas (com polidez), mas fazer sugestões de melhorias possíveis. Sem isso, qualquer crítica, além de grosseira, fica vazia.
    Acho que já deu pra entender…
    (teacher mode=off)

    Voltando ao foco dos comentários. Eu não gosto desse gênero, mas acho que esse vídeo tem peso e é um tema de relevância. Gosto dos trabalhos feitos coletivamente, é interessante, acrescenta novas óticas…

  • Gostei porque percebi partes muito intensas, onde percebi que tudo se integrava – a imagem, a narração, a música, tudo fazia parte do texto. Mas em alguns momentos faltava, na narração, certa intimidade, ritmo, naturalidade. Achei o final pouco tenso (levando em conta o que acontece de fato) e trabalharia mais no desenvolver dele, do desfecho.
    No mais, pra um ofício tão “underground”, eu tentaria uma edição mais alternativa. :P

    Agora, o engraçado é que ele me remete à “Dogs”, do Pink Floyd – não à toa: a letra até possibilita essa relação.

  • Grande Rodrigo, gostei da legenda, pois sou surda. Parabéns pelo trabalho! Não importa as críticas, logo o trabalho vai melhorar muito. ;)
    Abração,
    Raquel

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