É estranho se mudar de um quarto que o acolheu por mais de dois anos. Talvez até mais estranho do que se mudar de casa. Porque o quarto, aquelas quatro paredes cuja principal característica é ter uma cama para dormir, é um canto único e exclusivo. Um espaço seu, para pendurar as máscaras ao menos por um instante antes do sono.
Esta história veio surgindo na minha mente enquanto esvaziava meu quarto antes de me mudar. Talvez um pouco pessoal, fala sobre algumas coisas. Espero que goste!
Se você gostou dessa história, que tal assinar a revista e recebê-las por rss ou e-mail?
Talvez saindo do quarto a gente “se mude” em vários sentidos.
Parabéns!
Depois desta digressão, voltando ao quarto, ele funciona como um porto seguro, é nosso recanto mais intimo, nosso campo de inanência, e a mudança de local provoca em nós um estranhamento pois estavamos habituados a ele. Continuando com Deleuze, temos que criar um “corpo sem orgãos”, o que é bastante produtivo. “Eu prefiro ser esta metamorfose ambulante…
O pendurar as mascaras como metafora do estar consigo mesmo é… bom, muito bom!
não resisti em fazer algumas correções
Carlos Eduardo, acho que o seu comentário foi um dos mais complexos que já pintadam por aqui!
Quando eu fiz esta história foi mais para externar um sentimento que para realmente “fazer arte”. Fiz quando esvaziei o quarto antes de mudar para São Paulo, como eu contei.
Um quarto para mim é realmente um canto onde você pode finalmente abandonar todas as máscaras sociais que você veste durante o dia.
Obrigado pelo comentário!