// Histórias
Criei Vovólima como uma personagem feita para dar asas à imaginação das pessoas; O que essa senhora faz na vida? Ela tem bichos? Tem algum hobby interessante? - foram algumas das perguntas que eu usei para a apresentar ao público.
A proposta criada no meu blog -o .marcamaria- era deixar que os leitores criassem as características de Vovólima. Confira os resultados!

Eu acho que a vózinha aí mora numa casinha bem antiga, mas arrumadinha, cheia de flores, cores, com um quintal enorme, muitas árvores, para os netinhos dela, que vem visitá-la sempre, poderem brincar, correr, subir nas árvores.
Acho que ela ama bichinhos, e tem uma cachorrinha, uma gatinha, um papagaio, que ela adora!
E o que ela gosta de fazer? Acho que ela ama receber os netos e a família em casa, fazer quitandas pra eles, costurar, cuidar das plantas e dos bichinhos e de passear, porque ela já trabalhou muito nessa vida e agora está na hora de aproveitá-la e descansar!
Em relação à vovó, eu tenho uma história de vovó muito bacana! Auto-biográfica…:-) Minha avó paterna (Isabel), que hoje tem 91 anos, sempre foi uma referência forte na minha infância. Eu era a neta preferida, ela a avó preferida. Todos achavam que eu era a “herdeira” do temperamento, dos talentos e dos defeitos dela. Isso inclui: decidida, independente, mãezona, boa cozinheira e tb teimosa e geniosa…rs
Então, imagino uma vó sempre assim: uma criança que ficou velhinha e agora pode brincar com os netos e ensinar pra eles todas as aquelas coisas bacanas que levam anos pra gente aprender. Minha avó me ensinou a fazer croche, tricot, costurar e bordar um pouquinho, cozinhar… mas tb me ensinou que é preciso ter calma mesmo quando a vontade é de gritar e que o amor é o melhor remédio para tudo, sempre. Éramos cúmplices de peraltices que fazíamos escondidas do meu avô e adorávamos as tardes de verão para comermos um tijolo (naquela época era tijolo…rs) de sorvete inteirinho de uma vez só!
Quando vi sua vovólima de maria-chiquinha tb me lembrei que eu adorava pentear cabelos quando era criança e que minha avó (que não deixava ninguém colocar a mão na cabeça dela, porque tinha nervoso) ficava pacientemente sentada no sofá, aguentando as repuxadas que eu dava na escova, tentando fazer um penteado diferente, pra minha vó tão especial…
Vovólima já fez de tudo um pouco na vida. Já trabalhou na roça quando pequena (ela conta que às vezes ela ia até para a lavoura com o irmão, mas geralmente ficava mesmo é na horta e no curral).
Depois a família se mudou para a cidade, onde Vovólima foi diarista, depois caixa de supermercado, e costureira. Ainda costura um pijama ou outro para os netos, mas hoje não consegue mais fazer muito isso porque cansa a vista.
Vovó tem um gato gordo, preguiçoso, e malhado. Embora ela mime bastante aquele gato, já ouvi ela gritando com ele uma vez que o bichano estava arranhando o sofá.
Hoje Vovólima se diverte com o cotidiano. Lavar a roupa, fazer almoço para ela e para a vizinha. O marido morreu há um tempo, tinha diabetes. Por isso tudo que ela cozinha quase não tem açúcar nem sal. Se acostumou com isso. A vizinha almoça com ela quase todos os dias, menos em alguns domingo, que quase sempre tem visita da família.
Ela tem dois filhos homens, que deram bastante trabalho, ela conta para gente. Principalmente quando o mais novo foi fazer Tiro de Guerra, tinha que lavar a farda cheia de lama todos os dias, e secar atrás da geladeira para ele usar no dia seguinte.
Hoje são cinco netos, dois de um filho, e três de outro. Mas um é do segundo casamento, os do primeiro ela vê menos.
Vovólima conta para a gente que as coisas mudaram bastante. Nem tinha essa coisa de computador no tempo dela. Mas ela tem vontade de fazer um curso, para mandar correio elétrico para o neto que faz intercâmbio no estrangeiro.
Eu gosto muito da Vovólima! Ela é uma vovó moderna que adora seus inseparáveis parceiros: o lagarto Ricky e a joaninha Florisbela. Juntos constumam criar, no atelier Los Insetitos, bonecos que ao toque de seus donos ganham vida. E a criatividade desse trio é inegualável, e estão sempre em produção pois sabem que deles depende o mundo da imaginação das crianças. A Vovólima ama culinária e sua maior paixão é descobrir novas misturas e sabores. Seus filhos são as crianças que acolhe por esse mundão de Deus. Cada uma é especial e traz muita alegria para essa velha senhora. Todos seus dias são diferentes e adora uma aventura. Sempre que pode parte pelo mundo atrás de novos tecidos e botões para construir esses bonequitos tão especiais.
Vovólima mora na cidade grande, ela e uma neta que resolveu continuar os estudos e, enquanto não está trabalhando duro na loja de acessórios femininos, está nas aulas ou com a cara achatada na frente dos livros de anatomia. O maior orgulho de Vovólima é poder morar com essa neta, que será enfermeira e vai ajudar muita gente.
Vovólima gosta de sair cedinho de casa e passear pela feira da rua – que apesar de ser rua de cidade grande, ainda lhe lembra alguns de seus mais interessantes momentos no inteiror. Ela escolhe um ramo de espinafre, umas cebolas, tomates e, claro, as frutas. Laranja pro chá e pro suco, banana pra ajudar com as andanças e umas maças vermelhinhas, que são pra neta preferida.
Ela também aproveita pra bater um papo com o seu Carlos, o senhor da tenda do mel na feirinha. Hoje ela até levou um pedaço do bolo de cenoura que ela fez pro café de ontem. Gostoso, com cobertura de chocolate!
Vovólima teve 4 filhos, mas um morreu ainda pequenino – doença de criança, talvez tenha sido o mosquito esse. Mas outros cresceram fortes, tiveram filhos e moram na cidade natal. Ela não, decidiu pela aventura e veio com a neta ainda menina pra cidade, pra criança estudar. E não é que gostou?
Fez amizade no bairro e diz que nunca morou em outro lugar tão agradável.
Ela e a neta gostam de ir ao cinema nos finais de semana, na matinê. E agora a netinha até arrumou um namorado! Ah, claro! Como ele gosta muito de bolo ela resolveu pegar mais umas laranjas e esperar o casal para o café da tardinha. O menino é boa pessoa. E adora dar presentes pra Vovólima. Como ela adora tricotar, ele até comprou umas revistas de moda pra ela…
Vovólima cozinha como ninguém, tricota como ninguém, conversa como ninguém e ama como ninguém.
Vovólima é muito louca, então ela se amarra em esportes radicais. Ontem ela se aventurou e saltou de paraquedas. Estava a bordo de um teco-teco da Segunda Guerra Mundial.
Vovólima é uma pessoa maravilhosa, claro, como (quase) todas as vovós.
Ela mora em um sítio que fica um pouco longe da capital, com o marido e 5 cachorros. Um dos cachorros é grandão e preto, mas Vovólima não dá conta de cuidar dele, porque quando ele fica de pé, fica maior que ela! Então é um pouco perigoso. Esse cachorro grande, quando era pequeno, foi brincar com um dos cachorrinhos de vovólima e acabou mordendo a cara dele! Hoje ele só tem um pedaço do maxilar e anda com a perninha manca, mas brinca que é uma beleza!
Os outros cachorrinhos Vovólima cria como se fossem filhos. E cuida com o mesmo carinho da horta, do pomar e de todas as mil flores que tem no jardim.
Ela possui dois netos homens, um que acha que é bravo, mas no fundo é um doce e outro que parece ser sensível, mas quando se irrita (e acontece com frequência) ele vira uma mula!
Com o marido, vovólima não tem muita paciência, não. Ela acha que ele tá velho e caduco, mas ela se esquece de que também é velhinha. Na verdade, o espírito de vovólima é jovem. Ela continua adorando várias coisas desde que era nova: adora novela, adora falar bobagens – mas fica vermelha -, adora cuidar da casa e fazer comidas deliciosas.
Dia desses descobri que vovólima nunca tinha feito lasanha com massa pronta, vejam só! Fiquei tão feliz de poder ensinar alguma coisa pra essa vovó que já me ensinou tanto sobre a vida…
A Vovólima tem um coelho depressivo e suicida. Seu passatempo predileto é impedir as tentativas de morte do seu coelhinho.
E então? Qual a SUA história para a Vovólima? Deixe um comentário abaixo!